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Por que achamos que nossa dor é sempre a pior que as dores dos outros

(Cida Gomes Bressan )

Reclamas que doem suas pernas, enquanto outros nem pernas têm; que seus olhos tão pouco enxergam, quantos tantos são cegos e nada veem.

Assim podemos enumerar as nossas lamentações do dia a dia, executando as sem pensar porque já estamos acostumados a tais reclamações.

Quanto mais repetirmos, nosso cérebro retém mais dores e manda as para nosso organismo com maior frequência. Somos como robôs ligados por fios elétricos e estes nos  comandam.

Acostumamos-nos a nos ver como um indivíduo e ao nosso redor nada mais. Ninguém sofre mais que eu,

A minha vida é pior do que a dos outros, eu não mereço passar por isso, ah deus esqueceu se de mim. ..

Rs. ..quantas frases né?

Desconectas que nos faz a pessoa mais infeliz. ..coitada, vítima, sofredoraaaa…

Mas, não obstante, precisamos aprender a decifrar os sentimentos físicos e espirituais de outras pessoas e fazermos comparações, prestando atenção em nossos irmãos.

Se possível, exercitarmos todos os dias em oração, estudando uma frase por dia e comparando à nossa vida.

Necessitamos deste exercício espiritual para crescermos. Devemos nos ausentar um pouco de nosso eu para chegarmos ao entendimento de que tantas pessoas com deficiência física fazem mais que nos e sem reclamar.

Daí então, podemos até nos envergonhar daquilo que fazemos sem perceber.

Ao vermos que pessoas com deficiência visual enxergam muito mais longe de que nós e que a gente mesmo com óculos vê só ao nosso redor.

Sempre digo isto! Por que já presenciei fatos de alunos com deficiência que eram muito inteligentes que outros considerados físicos normais.

Portanto! Levanta! E anda!

Abre seus olhos para enxergar a dor do próximo; ajude os outros a não se lamentar, exercite seu cérebro a entender mais além de um círculo só seu.

O mundo é vasto, um grande círculo, não limitado e sim ilimitado, sem fim e precisamos agir com frequência, criando uma metamorfose em nossa sabedoria.

Sua dor é tão pequena diante de tantas outras dores que se veem por aí.

 

Abraços

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