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Para se livrar dos óculos, cresce a procura por cirurgias refrativas

   “Eu não nasci de óculos, eu não era assim, não”. A frase eternizada na voz de Hebert Viana, vocalista da banda “Os Paralamas do Sucesso”, representa o desconforto de usar óculos, que é vivenciado por muita gente. Motivo, inclusive, que tem levado cada vez mais pessoas em busca da cirurgia refrativa, procedimento que pode acabar, de vez, com o uso do acessório.

    A cirurgia refrativa a laser é capaz de corrigir todas as ametropias, que são os problemas provocados pela focalização inadequada da luz que chega à retina. Os tipos mais comuns de ametropia são miopia, hipermetropia, astigmatismo e a presbiopia. Defeitos de visão que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), serão cada vez mais comuns. A estimativa é que o problema, que atualmente atinge 20% da população mundial, aumente para 50% até 2050.

      A boa notícia é que o quadro pode ser resolvido rapidamente, em ambulatório e com o uso de colírio anestésico, garante o médico oftalmologista Flávio Dualibi, especialista do BOS (Banco de Olhos de Sorocaba), referência  nesse, e em outros procedimentos cirúrgicos oftalmológicos. Atualmente, o BOS realiza 208 cirurgias desse tipo, por mês e a procura tem sido maior entre os jovens.  “A cirurgia refrativa mais realizada no mundo é feita com o Excimer Laser. Este é o método mais comum e o procedimento acontece em ambulatório, com anestesia tópica, ou seja, com colírio. É praticamente indolor”, conta o médico.

         Mas esta não é a única técnica. O especialista explica que a escolha do método para a correção vai depender da intensidade do grau e da anatomia ocular. As vezes, é preciso associar o Excimer a outro laser. O procedimento é  sempre individualizado de forma a garantir maior eficácia e segurança ao paciente.

 Resíduo          

Quando o paciente possui alto grau de miopia ou hipermetropia pode acontecer de sobrar algum “resíduo”, ou seja, deve ser realizado outro procedimento para a correção total do problema. Nesses casos, o médico pode indicar ou uma nova correção com laser ou implante de lentes fácicas. “É um implante intraocular que oferece para esses pacientes que sofrem com altos graus de refração, resultados muito bons, proporcionado uma qualidade melhor de visão”, explica Dr. Flávio. Em alguns casos é indicado do implante direto que costuma corrigir entre 80% e 90% do problema de visão e, após três meses, pode ser feita a associação utilizando o  Excimer Laser. A associação das técnicas permite que esses casos, antes condenados ao uso dos óculos, se tornem independentes.      

Recuperação rápida é grande vantagem

         Em todos os casos, a expectativa é de uma recuperação rápida, com poucos sintomas no pós-operatório.  Geralmente, o que ocorre após a cirurgia é uma vermelhidão, um pouco de sensação de “areia nos olhos” e lacrimejamento, isso nos quatro primeiros dias. “A partir do quinto dia, o paciente já está apto para as atividades profissionais. Mas deve ter acompanhamento médico por, pelo menos, 30 dias”, ressalta o especialista.

      Todo esse incômodo é pequeno diante do grande benefício que a cirurgia pode trazer. É a opinião da jornalista Bárbara Carvalho, 22 anos, que fez o procedimento há um ano. “Eu me livrei de sete graus de miopia e, assim que saí da cirurgia, apesar de estar com a visão um pouco embaçada, já percebi que tudo estava diferente, já senti o resultado”, comemora.

        A qualidade de vida do paciente pós-cirurgia associada à segurança do procedimento são as duas maiores vantagens. A cirurgia em si é muito rápida e demora, em média, apenas 10 minutos. Segundo o oftalmologista do BOS, são raríssimos os casos em que o problema pode voltar. ” A única ressalva é que é preciso ter, no mínimo, 21 anos, idade onde geralmente o grau refrativo está estabilizado e uma anatomia compatível para passar pelo procedimento”, alerta. Para quem está decidido e tem plano de saúde, tudo fica mais fácil. A Agência Nacional de Saúde  Suplementar (ANS) prevê a cirurgia refrativa em seu rol de procedimentos, mas é preciso que o beneficiário esteja dentro de alguns requisitos.   

     Para quem foi a vida toda usuária de óculos, estar longe deles tem significado de liberdade. “Eu acordava já procurando meus óculos, porque não enxergava nada sem eles. É inexplicável saber que, agora, não preciso mais. Foi, sem dúvida, a melhor decisão que tomei na vida”, diz Bárbara, sem as lentes que a acompanharam desde a infância.    

     Mais informações podem ser obtidas pelo site: www.bos.org.br ou pelo telefone: (15) 3212-7000. 

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