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Capivari

Chuvas preocupam famílias que moram perto do Rio Capivari

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O período de chuvas é também de preocupação para famílias que moram perto das margens do Rio Capivari. O manancial recebe água da região de Campinas e o transbordamento prejudica a vida dos moradores. Em janeiro, cerca de 250 casas em Capivari foram atingidas, o que obrigou a desocupação.

Pela sexta vez em 2019, a prefeitura pediu a abertura da Barragem Leopoldina, que fica no trecho do rio em Rafard (SP) e alivia o nível do manancial, que escoa para o Rio Tietê. O pedido foi atendido na terça e, mesmo assim, a quantidade de chuva pode causar alagamentos.

Por isso, moradores relatam que a chuva gera medo. “Começa a chover e a gente nem curte a chuva porque fica preocupado. Começa a chover e a água já sobe”, relata Rosângela da Silva.

Suzilene de Oliveira Lima mora no bairro Moreto e teme pela família. “Eu tenho quatro filhos e tem que ir para a escola. A gente fica muito preocupado”.

Outra moradora, Margarete Guimarães, diz que medo impede de dormir. “Eu mesmo não consigo dormir. Durmo um pouco, daí o marido acorda. Tem que ficar esperto”.

Até esta quarta, o nível do rio estava em 1,29 metro. Ele começa a transbordar com 2 metros e tem como nível normal 80 centímetros.

Índice de chuva


Capivari registrou 188 milímetros de chuva somente em fevereiro. A previsão é que haja precipitação de mais 100 milímetros até sexta-feira.

O chefe da Defesa Civil de Capivari, Júlio Capossoli Neto, afirma que a abertura das comportas garante mais tempo antes do transbordamento do Rio Capivari.

“Dependendo da quantidade de chuva a vazão lá pode não vencer, mas, pelo cenário, o agravante na nossa cidade é só se der uma chuva forte”, afirma.

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