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Questões da flexibilidade: tire sua dúvidas sobre os motores flex

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Questões da flexibilidade

A tecnologia bicombustível surgiu no Brasil em 2003, quando a Volkswagen deu início à produção comercial do Gol 1.6 Total Flex, com o carro podendo ser abastecido com gasolina, etanol ou qualquer mistura dos dois. Nos Estados Unidos, a combinação é com o metanol.

Atualmente, a maior parte dos modelos “made in Brazil” têm versões “flexíveis”.

No veículo bicombustível, a injeção é ajustada segundo a mistura detectada por sensores eletrônicos, no caso da tecnologia brasileira, feito com um software automotivo que não necessita de sensores adicionais. Ainda existem alguns “mitos” sobre os automóveis bicombustíveis.

Algumas pessoas acham que a cada quatro abastecimento com etanol é preciso colocar gasolina no tanque e vice-versa. Isso não é verdadeiro, pois a tecnologia foi desenvolvida para o carro rodar com qualquer proporção de mistura dos dois combustíveis, com o etanol sendo mais limpo porque não deixa resíduos de carbono no sistema do veículo.

No entanto, o combustível vegetal emite o dióxido de carbono. A sonda lambda – responsável por reconhecer qual combustível está sendo utilizado e repassar a informação para a central – consegue captar a diferença de oxigênio e informa para a central eletrônica a exata proporção de cada um deles.

O motor flex tem a mesma vida útil de um propulsor comum. Porém, é verdade que um carro flex tem desempenho aquém em relação aos veículos com tecnologia tradicional.

Isso ocorre porque o motor bicombustível conta com duas taxas de compressão e dois comportamentos diferentes para lidar tanto com a gasolina quanto com o etanol, e é obrigado a trabalhar em uma taxa de compressão intermediária ajustável para os dois combustíveis.

Dúvidas no tanque

Com a maior parte da frota brasileira equipada com a tecnologia flex, vem a necessidade de o motorista decidir se abastecerá com gasolina ou etanol, conforme o preço aplicado nos postos de cada região do país.

É mais compensador colocar etanol no tanque se a percentagem for igual ou menor que 75% na divisão do valor do combustível vegetal pelo do fóssil.

Outra questão importante na hora da decisão é uma verdade inquestionável: o carro consome mais com etanol.

Pelos preços atuais nas bombas, os Estados com maior vantagem para encher o tanque com etanol são Mato Grosso (58%) e São Paulo e Minas Gerais, ambos com 65%. E se juntam a esse plantel o Paraná (70%) e o Distrito Federal (75%). O etanol é proibitivo para os Estados do Amapá (92%) e Rio Grande do Sul (88%).