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Flamengo: Reservas vão bem e dão opções para Abel “dissipar nuvem”

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Abel Braga mencionou duas vezes, em entrevista neste domingo, depois do empate por 1 a 1 com o São Paulo, que o Flamengo convive com uma nuvem que precisa ser dissipada. A nuvem traz a assombração de eliminações precoces do clube em edições recentes da Libertadores – e também carrega a oscilação no rendimento do time em 2019. E para dissipá-la, o treinador ganhou uma arma de última hora: o fortalecimento dos reservas.

Foi com um time de suplentes que o Flamengo quase venceu o São Paulo no Morumbi. O time de Abelão saiu na frente no primeiro tempo, gol de Berrío, e resistiu à pressão adversária quase até o fim – acabou vazado em gol de Tchê Tchê, aproveitando rebote de ótima defesa de César. Jogadores pouco aproveitados, quase esquecidos, tiveram desempenho surpreendente. E agora podem chacoalhar as convicções do treinador no jogo mais importante do semestre: quarta-feira, em Montevidéu, contra o Peñarol, valendo classificação para as oitavas de final da Libertadores.

O Flamengo joga pelo empate na capital uruguaia, mas o próprio Abel já garantiu que essa vantagem não o fará mudar a forma de o time jogar. Não será, garante ele, uma equipe mais defensiva. A estrutura será mantida, e aqueles que se destacaram contra o São Paulo, caso sejam utilizados, serão encaixados nela.

A tendência é de que eles colham no decorrer do jogo a moral conquistada no Morumbi. Mas dois deles já podem começar o jogo. Veja caso a caso:

Diego

O camisa 10 teve grande atuação contra o São Paulo, especialmente no primeiro tempo. Mostrou qualidade com a bola, inteligência na ocupação de espaços e dedicação inclusive para ajudar o sistema defensivo. É o mais titular entre os atuais reservas – perdeu lugar no time em idos do mês passado, depois de começar o ano entre os 11. Seu desempenho no Morumbi o credenciaria a entrar no time automaticamente, mas o Flamengo tem muita qualidade na frente. Para ele entrar, alguém precisa sair – e tirar um nome como Arrascaeta não é uma decisão fácil.

César

César jogou as últimas três partidas, depois de entrar no fim do jogo contra a LDU, no lugar de Diego Alves, derrubado por dores lombares. O Flamengo vinha preparando o titular para retornar contra o Peñarol, mas sua recuperação é incerta. E César foi muito bem contra o São Paulo. Esteve seguro ao longo de todo o jogo, colecionando defesas em chutes de média distância. Ele foi bem até no gol sofrido no Morumbi: fez defesaça antes de Tchê Tchê aproveitar o rebote. Se houver alguma dúvida sobre a situação de Diego Alves, César deve ser o titular em Montevidéu.

Volantes

A estrutura que Abel montou contra o São Paulo, com três volantes, não será replicada contra o Peñarol. Para algum dos três entrar, Willian Arão teria que sair, e o treinador gosta de Arão. Mas Piris da Motta, Hugo Moura e Ronaldo ganharam cartaz depois da atuação no Morumbi. Os três foram bem. Ronaldo foi quem mais distribuiu passes no Flamengo – 36, e só um deles errado; Piris da Motta não errou nenhum; e Hugo Moura teve a participação ofensiva mais destacada, dando o passe para o gol de Berrío. Para segurar o resultado nos minutos finais do jogo, eles podem ser úteis.

Os demais do Flamengo

Abel elogiou basicamente todos os jogadores depois do jogo contra o São Paulo. É seu jeito de agir – acarinhando os jogadores em público e cobrando em particular. Lincoln, por exemplo, não foi bem (ele não está inscrito na Libertadores). Mas outros também tiveram atuações competentes – caso do lateral-esquerdo Trauco, reserva de Renê, e do atacante Berrío. Também não será surpresa se pintarem em campo no decorrer da partida.