Acesse nosso Facebook


Economia

Gás de cozinha é vendido por R$75 em Sorocaba

Avatar

Publicado

no dia

O gás de cozinha está mais caro em Sorocaba (SP). O aumento foi anunciado no início do mês e já está trazendo reflexos para a população. Seja para o consumo em casa ou nos restaurantes, o jeito é pensar em uma maneira de tentar economizar.

A doceira Vanessa Aline Ramos de Oliveira Camargo passa muitas horas por dia na cozinha fazendo comida e as encomendas de cupcake. Há três anos a rotina é essa: fogão ligado direto. A cada três meses, ela precisa trocar o botijão de gás ou até antes, dependendo da quantidade de encomendas.

Quando sobra um dinheirinho, a doceira aproveita para pegar logo dois botijões e assim não correr o risco de ficar sem gás no meio de uma fornada. Mas, antes de sair de casa, é regra pesquisar os preços.

“É sempre uma surpresa, às vezes boa e às vezes ruim, por conta desta oscilação de preço que tem no gás. Se continuar assim subindo, o preço oscilando, infelizmente eu vou ter que subir o preço das minhas encomendas, o que vai me gerar um pouco de prejuízo”, conta.

Está custando mais caro deixar o fogão aceso. O preço do botijão de 13 quilos, que as pessoas normalmente usam em casa, subiu 3,4% . O reajuste anunciado pela Petrobras vale para todo o Brasil.

Dados da Agência Nacional do Petróleo mostram a evolução do preço. Em janeiro, o botijão era vendido em média a R$ 69,15. Em fevereiro, caiu um pouco: R$ 69,11. Em março, chegou a R$ 69,17 e agora encontramos por até R$ 75.

O governo afirma que o reajuste é feito a cada três meses para tentar diminuir o impacto no bolso dos brasileiros.

Nas revendas, as mudanças também pesam no orçamento. O comerciante João Gabriel Bertolucci Ferraz tem uma distribuidora e até agora tinha conseguido segurar o valor repassado aos clientes. Para tentar fidelizá-los vale até mandar brinde junto com o botijão.

“Nossa margem de lucro dos revendedores está cada vez menor, porque o gás só vem subindo e a gente cada vez ganhando menos”, comenta.

Em uma cozinha industrial de Sorocaba (SP), o jeito foi procurar alternativa para economizar. Tem o tradicional botijão, mas tem também gás encanado. Com isso, o gerente conta que conseguiu diminuir os gastos em R$ 300 por mês.

“Eu uso mais de 10 botijões por mês. Então, acabava ficando muito mais caro do que o gás encanado e, fazendo as contas, precisando economizar, a gente acabou adaptando o restaurante quase inteiro, mas por conta da variação do preço e o custo muito maior, a gente optou pelo gás encanado”, explica Carlos de Toledo Laino.

Do G1 editado pelo SeuJornal

Publicidade