Notícias

Reinaldo Nogueira é condenado a 23 anos de prisão por desvio de recursos públicos

O ex-prefeito de Indaiatuba (SP) Reinaldo Nogueira foi condenado a 23 anos de 4 meses de prisão em regime inicialmente fechado, além do pagamento de multa, por suposto desvio de recursos após a desapropriação de um imóvel adquirido em 2004 pelo pai dele, Leonício Lopes Cruz. A decisão da 1ª Vara Criminal diz que o ex-chefe do Executivo pode recorrer em liberdade.

Cruz também foi condenado nesta terça-feira, em outro processo, a 17 anos 2 meses de prisão, além do pagamento de multa. “Leonício detinha posição chave no esquema criminoso, na medida em que sempre foi o proprietário oculto do imóvel desapropriado, assim como atuava como procurador do filho, o qual foi o responsável legal pela desapropriação”, diz trecho da decisão. O acusado também pode recorrer em liberdade, segundo a 1ª Vara Criminal.

Em junho, Nogueira já havia sido condenado a 15 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e também pode recorrer em liberdade, segundo a decisão. Em junho de 2016, ele chegou a ser preso durante operação do MP para investigar corrupção nas desapriprieações

O advogado de Nogueira e do pai dele, Ricardo Sayeg, afirmou que já ingressou com apelação junto ao Tribunal de Justiça (TJ-SP). “Estou muito seguro do resultado positivo. Acredito na Justiça.”

Outras condenações
Em outro processo, participantes do suposto esquema também foram condenados pela 1ª Vara Criminal, nesta terça-feira. De acordo com o MP, em 2006 o imóvel foi registrado em nome de Adma Patrícia Galacci e transferido para a empresa Bela Vista em 2014, dias antes da desapropriação.

A companhia, diz o órgão, tinha como gestor Rogério Soares da Silva e Adma era sócia de Camila Galacci. “A investigação apontou, ainda, uso da empresa Jacitara, cujo proprietário é Josué Eraldo da Silva [irmão de Rogério], ex-assessor parlamentar de Nogueira”, completa nota do MP.

Adma e Camila Gallaci foram condenadas, cada uma, à pena de 12 anos de prisão, em regime inicial fechado, além do pagamento de multa. Já Rogério e Josué devem cumprir, cada um, 17 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial fechado, e também ao pagamento de multa. A 1ª Vara Criminal de Indaiatuba determinou que todos podem recorrer em liberdade.

Ralph Tórtima Stettinger Filho, advogado de Adma, Camila e Rogério, afirmou que a decisão “contraria toda a prova dos autos” e ingressará com recurso junto ao TJ-SP.

O advogado do Josué Eraldo, Sérgio Emerenciano, disse vai recorrer da decisão. Para ele, a Justiça Criminal não analisou um laudo da Justiça Cível que constatou ‘regularidade’ na desapropriação do imóvel em questão.

“A decisão não analisou a prova realizada por determinação do Tribunal de Justiça. Josué nunca teve nenhum negócio com o Poder Público. A decisão proferida pela Justiça Cível no último mês de junho já está reconhecido que a desapropriação e valores são condizentes legais, não tendo qualquer dano ao erário”, afirma o advogado.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo