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Vereador quer proibir produção e venda de cotonetes

O vereador Toninho Vespoli (PSOL) quer proibir a produção e a venda de cotonetes em São Paulo. A justificativa para o projeto de lei encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal é ambiental: tentar diminuir o uso e o decorrente descarte de material plástico na natureza.

O vereador argumenta que 8,3 bilhões de toneladas de materiais plásticos foram produzidos desde a década de 50, mas apenas 9% disso foi reciclado – 79% restantes teriam sido depositados em lixões e aterros ou descartados na natureza. Ele cita ainda um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que diz que a decomposição total do plástico na natureza pode demorar até 500 anos.

“A poluição dos oceanos tem sido vista como um grande problema em escala global, pois tem causando danos diretos à fauna marinha”, diz o projeto de lei. “Diversas notícias dão conta de animais marinhos sendo encontrados mortos, ou extremamente machucados por terem ingerido materiais plásticos de grande porte. A situação, como se vê, é grave e, tendo-se em conta que os danos à saúde humana causados pelas altas quantidades de plásticos ainda não são plenamente conhecidos, há que se ter muita atenção a este tema.”


Justificativa parecida tem sido usada na investida contra os canudos de plástico. Em julho, o Rio de Janeiro foi a primeira cidade brasileira a banir o uso desses canudos em quiosques, bares e restaurantes. Redes de restaurantes também anunciaram que tomariam medidas para diminuir o uso do objeto, substituindo por canudos de papel ou incentivando que seus clientes não utilizassem os descartáveis de plástico.


A guerra contra o canudo começou há três anos, quando o vídeo de uma tartaruga viralizou na internet. O animal tinha um canudinho entalado nas narinas. Nos Estados Unidos, 500 milhões de canudos são usados e descartados diariamente. No Brasil, não há dados tão precisos, mas segundo o IBGE, a produção foi de 2.800 toneladas em 2015.

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