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Saúde

Organização Mundial da Saúde elege os cuidados com a audição como prioridade para este século

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 A Organização Mundial da Saúde (OMS) acaba de eleger a perda auditiva como uma de suas cinco prioridades para o século XXI. O anúncio foi feito há alguns dias e reforça o que diversos especialistas da área e também pesquisas vêm apontando: nunca antes houve tantas pessoas com a audição em risco. A própria OMS preconiza em um bilhão o número de pessoas no mundo com chances de adquirir a deficiência auditiva.

Dra. Vanessa Gardini, fonoaudióloga da Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos, de Sorocaba (SP), igualmente observa em seu consultório essa mudança de perfil dos pacientes. “Há 20 anos, quando comecei na profissão, o mais comum era atender idosos com problemas de audição. De lá para cá, os meus pacientes foram ficando cada vez mais jovens. Hoje, é comum se deparar com pessoas na faixa de 20 a 40 anos de idade com problemas sérios de audição”, comenta a especialista.

Dentre os fatores que podem justificar o aumento de casos de surdez precoce estão os maus hábitos, como: ouvir música alta no fone de ouvido, estar frequentemente exposto a sons altos em festas e shows, horas no trânsito barulhento das grandes cidades e o trabalho em ambientes ruidosos, como indústrias e construções. “A poluição sonora infelizmente não pode ser facilmente abolida, o que traz consequências, como a epidemia de surdez que estamos vivenciando”, pontua.

Com a priorização do tema, a OMS criou a Lancet Commission for Global Hearing Loss (Comissão Global Lancet para Perda Auditiva), que é a maior ação já feita na história para fomentar discussões de políticas públicas de prevenção e tratamento da surdez. “A criação desta comissão é de extrema importância, pois o tema ‘perda auditiva’ é pouco discutido. As pessoas simplesmente parecem não se importar com a dificuldade em escutar e ignoram os riscos que chegam junto com o problema”, lamenta a fonoaudióloga.

Dentre as complicações decorrentes da perda auditiva, está uma maior chance de desenvolver o Mal de Alzheimer, além do aumento do risco de quedas, devido ao comprometimento do labirinto, de sofrer acidentes de trabalho, no trânsito ou em casa, em função do déficit de atenção promovido pela deficiência e também a possibilidade elevada de vir a desenvolver depressão, pois a pessoa que não ouve bem evita o convívio social, acaba se isolando e ficando deprimida. “Como podemos ver, as consequências da surdez não tratada vão muito além de simplesmente não ouvir direito, o que, embora subestimado, já é um enorme problema”, frisa Dra. Vanessa.

Se após todos esses alertas, você se sentiu questionado sobre a possibilidade de ter perda auditiva, não é preciso ficar em dúvida. A fonoaudióloga Dra. Vanessa Gardini preparou um questionário sobre a qualidade de sua audição. Responda às perguntas:

  • Você costuma pedir para as pessoas repetirem o que falaram frequentemente?
  • Ouve, mas não entende o que foi dito?
  • Acha que todos estão falando baixo com você?
  • Observa que o volume do celular é baixo, mesmo no máximo, o que torna falar ao telefone um desafio?
  • Evita conversar em ambientes barulhentos, pois não consegue entender nada o que falam?
  • Os familiares falam que você é distraído e que aumenta demais o volume do rádio ou da TV?
  • Consegue dormir tranquilamente, mesmo quando outras pessoas reclamam que o local está muito barulhento?
  • Costuma ouvir chiados ou zumbidos no ouvido?
  • Sente perda de equilíbrio, a famosa labirintite, frequentemente?
  • Trabalha em locais ruidosos ou já teve alguma doença infecciosa, como a caxumba ou rubéola?

Se você respondeu SIM a, pelo menos, 4 das 10 perguntas, é recomendado que procure um fonoaudiólogo, para que sejam feitos exames, como a audiometria, que são capazes de diagnosticar a perda auditiva.

Caso seja confirmada a perda, o profissional orientará o tratamento ideal. Hoje em dia, a perda auditiva pode ser corrigida com o uso de aparelhos auditivos, que são pequenos dispositivos eletrônicos, praticamente invisíveis, que após regulados com base nos exames, devolvem a audição praticamente normal.

“Além disso, os aparelhos auditivos modernos possuem conectividade com smartphones e SmartTVs. Com esses recursos, é possível atender a chamadas telefônicas, ouvir música ou assistir a programas de TV, com o som sendo enviado diretamente aos ouvidos”, enfatiza Dra. Vanessa.

O modelo e o preço do aparelho auditivo são determinados pelas necessidades do paciente e pelas funcionalidades agregadas. Atualmente, existem linhas de crédito especiais para aquisição pelo Banco do Brasil. Também já é possível utilizar os recursos do FGTS para adquirir os aparelhos auditivos.

A Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos fica localizada na Rua Dr. Arthur Gomes, 552, no Centro, em Sorocaba (SP). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3231-6776 ou pelo site: www.proouvir.com.br.